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Milly Lacombe elogia "Amor & Sexo": quebrou a “ilha de caretice” da Globo

por Jovem Pan, . - Atualizado em

Milly Lacombe visita o Pânico; veja fotos

Milly Lacombe esteve no Pânico nesta quarta-feira

Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

Milly Lacombe esteve no Pânico nesta quarta-feira

Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

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Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

Fonte: Johnny Drum/Jovem Pan

<p>Milly Lacombe esteve no P&acirc;nico nesta quarta-feira</p>

Muito se tem dito sobre Amor & Sexo, programa comandado pela apresentadora Fernanda Lima na grade noturna da TV Globo. Com a proposta de discutir temas relacionados à sexualidade, ele causou um “rebuliço” na televisão aberta brasileira ao utilizar figuras bastante conhecidas do público para levantar abertamente as bandeiras do feminismo, da liberdade sexual e do respeito à diversidade. Pablo Vittar, Regina Navarro, Mariana Santos, Dudu Bertholini, Eduardo Sterblitch, José Loreto e Otaviano Costa estão entre elas. Quem também já apareceu por lá é a jornalista e escritora Milly Lacombe, que rasgou elogios ao semanal na edição do Pânico na Rádio desta quarta-feira (12).

“Acho necessário. É lindo que uma empresa como a Globo, que é uma ilha de caretice onde duas mulheres se beijam na novela e isso ‘cai o mundo’, tenha um espaço como o Amor & Sexo. É essencial. Nunca imaginamos que a emissora fosse falar desses assuntos de forma tão sincera e honesta. Acho o programa sensacional”, disse.

A carioca ficou conhecida nacionalmente ao trabalhar em algumas das maiores bancadas do jornalismo esportivo brasileiro, participando de programas na SporTV e na Rede Record, por exemplo. Ganhou reconhecimento ainda por sua coluna na revista mensal Trip, em que escreve sobre diversos temas cotidianos, e pela autoria dos livros Segredos de uma Lésbica para Homens (2004), Tudo É Só Isso (2010) e O Ano em que Morri em Nova York (2017). Neste último, com o qual está em processo de divulgação, relata o fim de seu mais recente relacionamento amoroso.

“É um romance autobiográfico. Mistura uma brutal realidade com um exagero dessa realidade, ficção e alucinação. É baseado em coisas que vivi. Acho que a dor e a tristeza são democráticas, todos passamos por elas, então é um bom guia para a arte, seja ela qual for. Vivemos em um arranjo que subestima a tristeza, mas ela é bonita, te tira de um lugar e te joga em outro”, opinou. “A história é assim: eu era casada há oito anos com uma mulher que recebeu convite para trabalhar em Nova York. Fomos. Tudo estava maravilhosamente bom até que suspeitei de uma traição (...). Tínhamos um casamento gay careta, conservador, exclusivista e monogâmico. Então mergulhei em um grande vazio existencial”, completou.

Questionada pela bancada, Milly confessou que sua ex-mulher não ficou muito feliz quando soube da existência do livro. Ela ressaltou que fez questão de preservar os nomes de todas as pessoas envolvidas na história e os modificou para escrevê-la (em tentativa de evitar possíveis problemas), mas isso não foi o suficiente.

“É difícil ler uma história que é sua e não foi contada por você. Ela reclamou, sim. Todos os envolvidos reclamaram. Eu não quis me vingar com o livro, mas não me importo de ter me vingado um pouco (risos). A única coisa que eu sei fazer da vida é escrever. E eu fiquei muito mal naquele período, achei que estava paranoica. Em um dos dias mais difíceis, abri um arquivo em branco no computador e escrevi a frase 'O Ano em que Morri em Nova York'. Saiu. Aí transformei o chifre em fonte de renda”, brincou.

A entrevistada tranquilizou a todos e contou, por fim, que já teve outra paixão rápida após o término do relacionamento - e que está adorando ficar sozinha no momento. “Se você sente solidão quando está sozinha, está mal acompanhada”, concluiu, bem humorada.

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